10 de mar de 2012

O véu que foi rasgado.

Durante a vida de Jesus, o Santo Templo em Jerusalém era o centro da vida religiosa dos judeus. Era lá onde os sacrificios de animais eram realizados e onde adoração, de acordo com a Lei de Moisés, era seguida fielmente. No Templo, um véu separava o Santo dos Santos – a habitação terrena da presença de Deus (Hebreus 9:1-9)- do resto do Templo onde os homens habitavam.
Isso significava que o homem era separado de Deus pelo pecado (Isaías 59:1-2). Apenas o Sumo Sacerdote tinha a permissão de passar pelo véu uma vez por ano (Êxodo 30:10; Hebreus 9:7), de entrar na presença de Deus representando o povo de Israel e de fazer penitência pelos seus pecados (Levítico 16).
O Templo de Salomão tinha 30 côvados de altura (1 Reis 6:2), mas Herodes tinha aumentado sua altura para 40 côvados (18 metros de altura e 12 cm de grossura), e que cavalos puxando o véu dos dois lados não podiam parti-lo. O livro de Êxodo diz que esse grosso véu era feito de material azul, roxo e escarlate e de tecido de qualidade.
O tamanho e grossura do véu deram muito mais importância aos eventos que aconteceram no exato momento da morte de Jesus Cristo na cruz. “E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito. E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo” (Mateus 27:50-51).
Acima de tudo, o rasgar do véu no momento da morte de Jesus representa que Seu sacrifício e o derramamento do seu próprio sangue serviram como uma penitencia suficiente pelos pecados de todos os homens para sempre. Significa que o caminho para o Santo dos Santos estava aberto para todas as pessoas, em todos os tempos, tanto judeus quanto gentios.
Quando Jesus morreu, o véu rasgou e Deus saiu daquele lugar para nunca mais habitar em um Templo feito por mãos humanas (Atos 17:24). Deus deu um fim ao Templo e seu sistema religioso e de adoração. O Templo e Jerusalém ficaram “desolados” (destruído pelos Romanos) em 70 D.C, assim como Jesus tinha profetizado em Lucas 13:35. Enquanto o Templo continuasse a existir, isso significava a continuação da Velha Aliança. Hebreus 9:8-9 se refere à Nova Aliança que estava sendo estabelecida por Jesus Cristo(Hebreus 8:13).
De uma certa forma, o véu era um símbolo de Cristo como sendo o único caminho ao Pai (João 14:6). Isso é simbolizado pelo fato de que o Sumo Sacerdote tinha que entrar no Santo dos Santos através do véu. Agora Cristo é o nosso superior Sumo Sacerdote, é o único caminho para chegar ao Pai e quando cremos de corpo, alma e espírito, passamos a compartilhar do Seu sacerdócio. Podemos então entrar no Santo dos Santos através dEle. Hebreus 10:19-20 diz que os fiéis entram no santuário através do “sangue de Jesus, pelo caminho que ele nos inaugurou, caminho novo e vivo, através do véu, isto é, da sua carne”. Vemos aqui a imagem da carne de Jesus sendo rasgada a nosso favor no momento em que Ele partia o véu por nós.
O véu sendo rasgado de cima para baixo é um fato histórico. O significado profundo desse evento é explicado em grande detalhe em Hebreus. Essas coisas eram uma sombra das coisas por vir, e todas apontam para Jesus. Ele era o véu do Santo dos Santos e, através de Sua morte, todos temos acesso direto a Deus.
O véu do Tabernáculo era um lembrete constante de que o pecado nos torna inaptos para entrar na presença de Deus. O fato de que a oferta de pecado era oferecida anualmente e inúmeros outros sacrifícios eram repetidos diariamente serviam para nos mostrar que sacrifícios de animais não podiam permanentemente expiar o pecado. Jesus Cristo, através de sua morte, removeu as barreiras entre Deus e o homem. Por isso podemos agora nos aproximar dEle com confiança e audácia (Hebreus 4:14-16).

Fonte: www.gotquestions.org

Um comentário:

António Jesus Batalha disse...

Olá meus queridos irmãos. Paz e graça de Jesus.
Parabéns pelo blog muito edificante. Eu acredito que; crescemos quando lemos, quando partilhamos.
Aprendendo uns com os outros, crescemos na graça e conhecimento da Palavra.
Aproveito a oportunidade para partilhar também meu blog. Contém ensinos, de crescimento, edificação e exortação, muitos poemas e algumas músicas tudo dentro do carisma evangélico.
Ficarei feliz por vossa visita e muito mais ainda se nos seguir.
Que Deus continue a abençoar-vos ricamente. António Batalha.